LISTA PRELIMINAR DE CLASSIFICADOS – EDITAL Nº 056/2026/DAE/PROGRAD – Transferências e Retornos

17/06/2026 09:00

Encaminhamos abaixo a relação dos pedidos deferidos dos candidatos do edital de Transferências e Retornos 2026-2 para o curso de Licenciatura em Educação do Campo:

De 5 (cinco) vagas oferecidas para o currículo 2009.2, Ciências da Natureza e matemática ao “Inciso I – Transferência interna e retorno de aluno-abandono da UFSC: exclusivamente para alínea c) retorno de aluno-abandono para o mesmo curso da UFSC” foram ocupadas: 2 (duas) vagas, conforme quadro abaixo:

Número do Curso Nome Categoria  de Ingresso Classificação
334 Héliton de Andrade PAA/PPI
334 Ives de Souza Oliveira Classificação Geral

Duas inscrições não foram homologadas, pois não atendia aos critérios eliminatórios referentes às vagas, disposto na Portaria n. 004/2026/LEdoC (Anexo ao edital nº 056/2026/DAE/PROGRAD).

O prazo para interposição de recurso é até 19/06/2026, conforme edital, e deve ser encaminhado ao e-mail da Secretaria do Curso: educacaodocampo@contato.ufsc.br.

Conforme item 2.6.1 do edital, as pessoas candidatas classificadas preliminarmente dentro das vagas de política de ações afirmativas PAA deverão encaminhar os documentos necessários para validação da sua autodeclaração nos dias 18 e 19 de junho de 2026, no portal cagr.sistemas.ufsc.br/calouros .

Documentação para validação das ações afirmativas: consultar a documentação necessária no site do Departamento de Validações, na aba “Documentação Exigida (https://validacoesproafe.ufsc.br/?page_id=3610).
● O envio desta documentação deverá ser realizado obrigatoriamente somente pelos candidatos preliminarmente classificados dentro das vagas destinadas a Políticas de Ações Afirmativas.
● As comissões de validação de autodeclaração instituídas pela PROAFE poderão solicitar documentação adicional e convocar para entrevista online e/ou presencial.

RESULTADO PRELIMINAR EDITAL Nº 056/2026/DAE/PROGRAD – Transferências e Retornos

09/06/2026 09:58

RESULTADO PRELIMINAR:

O Coordenador do Curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal de Santa Catarina designado pela Portaria n.º 1344/2024/GR, de 08 de Julho de 2024, no uso de suas atribuições legais, tornar público o RESULTADO PRELIMINAR dos candidatos classificados nas vagas remanescentes conforme ao EDITAL Nº 056/2026/DAE/PROGRAD – Transferências e Retornos, pelo Curso de Licenciatura em Educação do Campo, conforme quadro abaixo:

  • Para o currículo 2009.2, Ciências da Natureza e matemática:

Exclusivamente para alínea c) retorno de aluno-abandono para o mesmo curso: 5 (cinco) vagas.

Nome Categoria  de Ingresso Classificação
 Héliton de Andrade  PAA – PPIQ
 Ives de Souza Oliveira Classificação Geral


Não foram homologadas as inscrições abaixo:

Nome Categoria de Ingresso Motivo
Carmelita Bruna Patté Camlem  PAA – PPIQ Não atende ao critério disposto na Portaria n. 04/2026/LEdoC:  “Art. 2º: Os(as) estudantes interessados em retornar ao curso de Educação do Campo da UFSC devem, como critério eliminatório, ter integralizado no mínimo 80% das disciplinas até a 7ª fase, referentes ao currículo 2009.2, na área de Ciências da Natureza e Matemática.
Lucas da Silva Santos Classificação Geral Não atende ao critério disposto na Portaria n. 04/2026/LEdoC:  “Art. 2º: Os(as) estudantes interessados em retornar ao curso de Educação do Campo da UFSC devem, como critério eliminatório, ter integralizado no mínimo 80% das disciplinas até a 7ª fase, referentes ao currículo 2009.2, na área de Ciências da Natureza e Matemática.

 

O prazo para interposição de recurso é até 11/06/2026, conforme edital, e deve ser encaminhado ao e-mail da Secretaria do Curso: educacaodocampo@contato.ufsc.br

 

Nota de pesar: Charles Gorri

08/06/2026 12:37
Neste momento de grande tristeza, gostaríamos de homenagear nosso estudante Charles Gorri. Ele esteve como estudante da Educação do Campo entre os anos de 2018 a 2020.
Educando e companheiro de turma muito ávido para aprender a ser educador, trabalho que já desenvolvia em diversos projetos de preservação dos ecossistemas marinhos. Charles foi sempre muito generoso com todos nós!
Sentiremos muito sua falta, nossos sentimentos e solidariedade a sua companheira, amigas, amigos e familiares.
Ele se juntou ao mar que cuidou com tanto carinho…. Siga em paz , querido Charles.”

19 DE ABRIL E A URGÊNCIA DA PERMANÊNCIA: POVOS INDÍGENAS E O DESAFIO DE TRANSFORMAR A UNIVERSIDADE

20/04/2026 11:10

Por Emeson Tavares da Silva e Roberto Antônio Finatto

O 19 de abril, hoje denominado Dia dos Povos Indígenas, tem sido progressivamente ressignificado no Brasil. Se, por um lado, a data já não comporta leituras folclorizantes, homogêneas e despolitizadas, por outro, ela continua a expor as contradições profundas que estruturam a relação entre o Estado, a sociedade e os povos originários. Celebrar essa data exige reconhecer que há pouco a ser comemorado quando as condições concretas de existência seguem atravessadas por desigualdades históricas e estruturais.

No campo da educação superior, essa contradição se materializa de forma contundente. O acesso de estudantes indígenas à universidade, frequentemente apresentado como um avanço, revela-se apenas uma etapa inicial de um processo muito mais complexo. No caso do curso de Educação do Campo da UFSC, essa tensão assume contornos específicos. Trata-se do curso com o maior número de estudantes indígenas da universidade, somando atualmente 64 estudantes matriculados(as), distribuídos(as) nas 4 turmas do curso.

É importante destacar que a presença indígena no curso é um processo relativamente recente, fruto da ampliação do acesso e das políticas afirmativas e não uma característica originária de sua criação. Ainda assim, o dado que se impõe hoje é outro: mesmo com o crescimento significativo do ingresso de estudantes indígenas, os desafios de permanência seguem sendo profundos. A questão central, portanto, desloca-se: não se trata apenas de quem entra, mas de quem consegue permanecer e concluir sua formação.

Essa realidade explicita um limite estrutural que não pode ser atribuído aos(às) estudantes, mas às próprias condições institucionais, pedagógicas e epistemológicas da universidade. Como argumenta Miguel Arroyo (2012), os sujeitos do campo não são apenas destinatários(as) de políticas educacionais, mas sujeitos de direitos e produtores(as) de saberes. No entanto, a universidade ainda opera, em grande medida, como se esses saberes não fossem legítimos. Essa negação se expressa em currículos rígidos, tempos acadêmicos inflexíveis e práticas pedagógicas pouco sensíveis às realidades territoriais e culturais.

No caso da Licenciatura em Educação do Campo, a pedagogia da alternância constitui um esforço de enfrentamento dessa lógica. Organizada a partir do Tempo Universidade (entendido como o período de estudo dos conteúdos das disciplinas em sala de aula) e do Tempo Comunidade (momento em que os(as) estudantes se direcionam aos seus territórios e, a partir do estudo teórico e conceitual, desenvolvem e articulam esses conhecimentos à luz de suas realidades), essa proposta busca integrar formação acadêmica e vida comunitária. Contudo, quando se trata de estudantes indígenas, essa articulação exige um nível ainda mais profundo de diálogo intercultural. Como destaca Gersem Baniwa (2019), não basta incluir indígenas na escola ou na universidade; é necessário transformar essas instituições para que dialoguem com os projetos de vida dos povos indígenas. Nesse sentido, a permanência não se reduz à assistência estudantil, mas implica uma transformação estrutural da própria universidade.

Os desafios enfrentados pelos(as) estudantes indígenas são múltiplos. Há o deslocamento territorial, que implica o afastamento das comunidades e de suas redes de pertencimento; há o deslocamento linguístico e cultural; e há, sobretudo, o deslocamento epistemológico. A universidade exige formas específicas de leitura, escrita e produção do conhecimento que, muitas vezes, entram em conflito com as cosmologias indígenas. Como problematiza Ailton Krenak (2019), a ideia de humanidade construída pela modernidade é incapaz de acolher a diversidade de modos de existir no mundo. Nesse contexto, permanecer na universidade torna-se, frequentemente, um ato de resistência cotidiana.

Entretanto, para além dessas dimensões estruturais, é preciso nomear uma realidade ainda mais dura e cotidiana: no âmbito da Universidade Federal de Santa Catarina, estudantes indígenas enfrentam, de forma recorrente, situações de violência simbólica, institucional e, por vezes, direta. Não se trata de episódios isolados, mas de uma dinâmica reiterada, na qual estudantes indígenas são cotidianamente constrangidos(as), deslegitimados(as) em seus saberes e, em muitos casos, explicitamente ou implicitamente convidados(as) a se retirar desses espaços. Trata-se de uma percepção construída a partir da vivência cotidiana na coordenação do curso e no acompanhamento dos(as) estudantes, evidenciando a frequência e a gravidade dessas ocorrências. Esse cenário revela a urgência de uma resposta institucional consistente e sistemática.

Essa realidade exige um deslocamento analítico: não basta pensar o acesso e a permanência em termos administrativos ou pedagógicos; é necessário compreender a universidade como um espaço atravessado por relações de poder, racismo estrutural e colonialidade. Isso implica adotar um olhar sistêmico sobre as condições de permanência dos(as) estudantes indígenas, reconhecendo que as dificuldades enfrentadas não são individuais, mas expressão de estruturas historicamente constituídas.

Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer experiências que apontam para outras possibilidades. Este ano marca um momento histórico: pela primeira vez, a Universidade Federal de Santa Catarina oferta um curso de graduação em território indígena. A turma de 2026 da Licenciatura em Educação do Campo, realizada na Terra Indígena Laklãnõ-Xokleng, no município de José Boiteux, conta com 50 estudantes matriculados(as) na primeira fase. Essa experiência só se concretiza a partir do envolvimento da gestão universitária e do coletivo de docentes, servidores(as) técnicos(as) e estudantes que se colocam à disposição para deslocar a universidade de seu espaço tradicional, construindo, no território, outras formas de fazer educação superior.

Tal iniciativa dialoga com as contribuições de Catherine Walsh (2009), especialmente ao enfatizar a necessidade de uma interculturalidade crítica, que não se limita à inclusão de sujeitos historicamente excluídos, mas propõe a transformação das estruturas de poder, saber e ser que organizam a universidade. Levar o curso ao território indígena, nesse sentido, não é apenas uma estratégia logística, mas uma afirmação política: trata-se de construir condições para que diferentes epistemologias coexistam e tensionem o modelo hegemônico de produção do conhecimento.

Ainda assim, é necessário cautela para não romantizar essas experiências. Coordenar um curso com essa dimensão constitui um desafio imenso. Exige não apenas gestão acadêmica, mas sensibilidade política, compromisso ético e capacidade de escuta ativa. Exige, sobretudo, reconhecer que a Educação do Campo, em sua perspectiva mais crítica, não pode se limitar a uma política de acesso, devendo se afirmar como um projeto de transformação da universidade e, a partir dela, da própria sociedade.

Diante desse cenário, o que há, afinal, a comemorar no 19 de abril? Há, sem dúvida, o que reconhecer: a luta histórica dos povos indígenas, sua resistência, sua permanência e a sua presença crescente em espaços historicamente negados. No entanto, celebrar o ingresso sem enfrentar os desafios concretos da permanência é insuficiente e, em certa medida, contribui para a reprodução das desigualdades.

O 19 de abril deve, portanto, ser menos um dia de celebração e mais um dia de compromisso. Compromisso com a construção de uma universidade que não apenas inclua, mas que se transforme. Compromisso com a permanência digna de estudantes indígenas. Compromisso com o enfrentamento das violências institucionais. Compromisso com o reconhecimento de outras epistemologias. E, sobretudo, compromisso com os povos indígenas enquanto sujeitos de conhecimento, de território e de futuro.

Referências
ARROYO, Miguel. Outros sujeitos, outras pedagogias. Petrópolis: Vozes, 2012.
BANIWA, Gersem José dos Santos. Educação escolar indígena no século XXI: encantos e desencantos. Rio de Janeiro: Mórula, 2019.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
WALSH, Catherine. Interculturalidad, Estado, sociedad: luchas (de)coloniales de nuestra época. Quito: Universidad Andina Simón Bolívar; Abya-Yala, 2009.

Resultado preliminar EDITAL Nº 38/PIBID-UFSC/2024-2026, publicado em 03 de março de 2026 – Subprojeto Educação do Campo

18/03/2026 17:35

A Coordenadora Institucional do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), da Universidade Federal de Santa Catarina, no uso de suas atribuições, torna público o RESULTADO do processo seletivo simplificado, objeto do EDITAL Nº 38/PIBID-UFSC/2024-2026, publicado em 03 de março de 2026- Subprojeto Educação do Campo, para BOLSISTA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (ID), informando os/as classificados/as, na forma da legislação vigente.

Clique no link  a seguir para conferir o resultado: RESULTADO PRELIMINAR

EDITAL Nº 38 PIBID-UFSC/2024-2026, de 03/03/2026 – Subprojeto Educação do Campo

04/03/2026 12:19

A Coordenadora Institucional do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Federal de Santa Catarina, no uso de suas atribuições e com base na Portaria 114/2024/PROGRAD, de 21 de agosto de 2024, torna público que estará aberta, no período de 04/03/2026 até as 17h de 16/03/2026 (com conclusão do processo prevista até 20/03/2026), a seleção para o processo seletivo simplificado para BOLSISTA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (ID)

Confira as condições de participação e as demais informações no edital pelo link: Edital_38_PIBID-EDUCAMPO_ID

EDITAL nº 001/2026/LEdoC – monitoria indígena e quilombola

02/03/2026 13:04

Estão abertas as incrições para o EDITAL nº 001/2026/LEdoC de seleção de estudantes para a função de monitoria indígena e quilombola para o curso de Graduação em Educação do Campo da UFSC.

DOS PROCEDIMENTOS DE INSCRIÇÃO:
O período de inscrição será de 02/03/2026 a 10/03/2026, encerrando-se às 23h59. O estudante deverá inscrever-se por meio do e-mail: coordenaeducampo@gmail.com, anexando os seguintes documentos solicitados, sendo eles:
I. Atestado de Matrícula
II. Histórico Escolar

DAS CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO:
São quesitos obrigatórios para o(a) estudante se candidatar ao papel de monitor(a) bolsista do Programa de Monitoria Indígena e Quilombola:
I. Estar regularmente matriculado(a) preferencialmente no Curso de Educação do Campo ou em curso de graduação da UFSC, entre o segundo e o último semestre de curso;
II. Ter disponibilidade de 12 (doze) horas semanais;
III. Para receber a bolsa de monitoria, o(a) monitor(a) não poderá receber outras bolsas de ensino, estágio, pesquisa ou extensão, exceto os benefícios pecuniários destinados à promoção da permanência nos cursos em que estiverem matriculados(as), como Bolsa Estudantil/UFSC, Bolsa PAIQ/UFSC, Bolsa Permanência/MEC, ou outros concedidos pela PRAE/UFSC;
IV. Não estar em débito com os relatórios de monitorias anteriores.

O(a) estudante bolsista de monitoria receberá mensalmente uma bolsa no valor de R$ 568,00 e o auxílio transporte de R$ 132,00 ficando a remuneração total em R$ 700,00.

Confira o Edital para maiores informações por meio do link: Edital_Monitoria_Indigena_e_quilombola_Educampo_2026

RESULTADO – SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE EXTENSÃO – EDITAL Nº 08/2025/PROEX – PROBOLSAS 2026 – “Entre marés e memórias: formação de professores para o monitoramento participativo e pedagógico do ecossistema de manguezal de Imaruí-SC”

20/02/2026 20:30

A professora Gabriele Nigra Salgado torna público o resultado da seleção para uma vaga de bolsista de extensão, nos termos do Edital nº 08/2025/PROEX – PROBOLSAS 2026 para o projeto de extensão “Entre marés e memórias: formação de professores para o monitoramento participativo e pedagógico do ecossistema de manguezal de Imaruí-SC”.

Confira o resultado por meio do link: RESULTADO

INSCRIÇÕES DEFERIDAS – SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE EXTENSÃO – EDITAL Nº 08/2025/PROEX – PROBOLSAS 2026 – “Entre marés e memórias: formação de professores para o monitoramento participativo e pedagógico do ecossistema de manguezal de Imaruí-SC”

13/02/2026 12:35

A professora Gabriele Nigra Salgado torna público o resultado das inscrições deferidas para uma vaga de bolsista de extensão, nos termos do Edital nº 08/2025/PROEX – PROBOLSAS 2026 para o projeto de extensão “Entre marés e memórias: formação de professores para o monitoramento participativo e pedagógico do ecossistema de manguezal de Imaruí-SC”.

Confira as inscrições deferidas e o horário das entrevistas por meio do link: DEFERIMENTO DAS INSCRIÇÕE S E HORÁRIOS DAS ENTREVISTAS